Salvador continua sendo a capital do desemprego, com um índice de 12,1%(IBGE). Entre a população negra, a taxa de desempregados é 50% maior do que entre os brancos, mostrando que o peso do racismo ainda impera em nossa cidade.
As condições de trabalho são ruins, com redução de direitos, diminuição do horário de almoço e descanso, tudo isso levando a mais acidentes e doenças.
Como se não bastasse tudo isso, a inflação não pára de crescer. O preço dos alimentos está nas alturas. Remédio, roupa, transporte sempre aumentando. O salário é que continua o mesmo. Viver está cada vez mais caro.
Para nós trabalhadores a inflação tem uma conseqüência grave, pois é um mecanismo de confisco de parte dos salários em favor do lucro dos patrões. Os patrões podem reajustar os preços todos os dias e nós trabalhadores só conseguimos reajustar os salários, quando muito, a cada ano.
No ano, a nossa cesta básica aumentou 23,28% puxada pelo feijão que subiu. Segundo o Dieese, somente em junho o preço do feijão subiu 17,23%. O arroz triplicou de preço.No mês passado, o trabalhador baiano remunerado pelo salário mínimo necessitou cumprir 103h e 43 min para comprar os mesmos produtos que em junho necessitavam de 98h e 21 min.
Está cada vez mais difícil garantir o pão de cada dia.O salário mínimo não dar conta das despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Diante de tudo isto a prefeitura e os governos Wagner e Lula, assim como os governos anteriores, mantêm sua postura de apoio aos empresários e viram as costas para os trabalhadores e o povo negro e pobre.O país produz soja mais é pra exportar. A maioria das terras do país é utilizada para cultivar cana e mamona para fazer biocombustível, enquanto, os trabalhadores precisam é de feijão, arroz, batata, frutas...
O cultivo de alimentos em grande quantidade levará a queda dos preços. Por isso, mais do que nunca, precisamos apoiar a luta dos sem-terra pela Reforma Agrária, para ter comida farta e barata na mesa dos trabalhadores e do povo pobre.
Ao mesmo tempo, a única forma de diminuir as perdas dos trabalhadores com a inflação é a adoção de um mecanismo de reposição automática, como o gatilho, para os salários e aposentadorias. Atualmente, as correções da variação inflacionária são anuais, o que é absolutamente insuficiente diante de uma inflação galopante.
Nossas Propostas !
- Para combater o desemprego: redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, sem redução de salários e direitos.
- Reposição automática dos salários e aposentadorias de acordo com os índices de inflação.
- Redução e congelamento dos preços dos alimentos.
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