Para nós, o dia da Independência é um dia de luta. O Brasil não é um país independente. A independência política formal, declarada há 186 anos, foi seguida de outras formas de dominação e dependência de potências estrangeiras. Por isso, não temos por que comemorar algo que não existe.
Uma das maiores provas de que não somos um país independente é o pagamento das dívidas externa e interna. Apesar de falar que o Brasil “rompeu com o FMI”, Lula continua pagando pontualmente a dívida e deseja aplicar todas as reformas exigidas pelo imperialismo, como a Reforma Universitária e a trabalhista.
O pagamento das dívidas determina a implementação de um plano econômico que mantém baixos os salários dos trabalhadores e o corte de verbas sucessivos para saúde, moradia e educação.
A economia do país está nas mãos do capital estrangeiro. De acordo com o economista Antônio Corrêa de Lacerda, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o capital estrangeiro controla 45% das 500 maiores empresas brasileiras. Mas o número pode ser maior se considerarmos a composição acionária de outras empresas. Uma vez aqui, as multinacionais encontram todo tipo de facilidades, como isenções de impostos e empréstimos públicos generosos.
Hoje os grandes oligopólios multinacionais controlam o país. Estão presentes na grande indústria (automobilística, química, alimentícia) e nos serviços (telefonia, distribuição energia etc.) e estão invadindo setores antes controlados por empresas brasileiras (como a produção agrária, comércio etc.). Mesmo as “estatais” já estão em um grau avançado de privatização e desnacionalização. O mega-investidor George Soros comprou 22% das ações da Petrobras.
É por tudo isso, que nosso grito é um grito dos trabalhadores que querem lutar por uma segunda e real independência. Participe da coluna do PSTU no Grito dos Excluídos.
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